Lombalgia

A dor lombar ou lombalgia é um sintoma muito específico para cada paciente. Pesquisas apontam resultados variados sobre os casos. Primeiro, devemos classificar a dor lombar que necessita de cuidados médicos ou fisioterapêuticos. Nesse sentido, as pesquisas são mais otimistas comparadas aos números publicados na imprensa.

Um estudo realizado por Thomas e colaboradores mostrou que mais de 30% das pessoas com dor lombar não precisam de cuidados médicos; ou seja, tiveram apenas uma leve queixa de dor lombar provavelmente proveniente de esforço muscular ou de má postura. Outra pesquisa aponta que apenas 15% a 20% dos adultos terão uma dor significante. Os números mais divulgados por meio da imprensa são que 80% da população terá um episódio de dor lombar durante a vida, mas isso não significa que todos terão de ter cuidados médicos ou fisioterapêuticos.

lombalgiaAS DORES NA COLUNA LOMBAR

Estão muito relacionadas com as atividades profissionais. Por isso, é mais frequente encontrarmos pessoas com essas dores na terceira e na quarta décadas de vida – nesse período da vida somos mais ativos e produtivos. Uma revisão de vários estudos científicos feita por Hidelbrandt descreve 55 fatores relacionados ao indivíduo e 24 fatores ocupacionais que podem levar à dor lombar. As relações vão desde fatores socioeconômicos, ocupacionais, psicológicos e até fatores demográficos.

AGUDA OU CRÔNICA

Todos nós devemos saber distinguir as características da dor, principalmente se ela é aguda ou crônica. Essa distinção irá guiar o profissional de saúde para suas condutas e será determinante para o paciente saber o grau de preocupação que ele deve ter sobre o problema.

A dor aguda é proveniente de um episódio recente. O paciente lembra o acontecimento e a sequência dos fatos. São dores de prevalência tecidual causadas por traumas direto ou de esforço repetitivo que aparecem repentinamente e têm duração de até três meses.

A dor crônica é aquela que se mantém por mais de três meses. Normalmente ela é recorrente e oriunda de fatores genéticos, das ocupações no trabalho, do sedentarismo, do estresse que as pessoas vivem atualmente. Ela pode ter iniciado por um episódio pontual.

CONSCIÊNCIA DA GRAVIDADE

Os pacientes com dor crônica devem ter consciência da gravidade do problema e ser monitorados frequentemente. Eles são “obrigados” a permanecer em programas constantes de atividade física específicos para coluna vertebral. Acreditamos que esse seja o principal caminho para que eles se mantenham bem e não tenham dores recorrentes. Foi nesse sentido que o nosso grupo, em parceria com fisioterapeutas e profissionais de educação física, criou um programa de exercícios de fortalecimento dos músculos que estabilizam e protegem a coluna vertebral visando ao monitoramento e ao bem-estar dessas pessoas.

Tivemos a humildade e a consciência de que o nosso programa de tratamento, por mais que seja eficiente, necessita de continuidade. Pois dois meses de fisioterapia, uma cirurgia minimamente invasiva, bloqueio, ou seja, qual for o tratamento não levará à cura das lesões crônicas e degenerativas da coluna vertebral.