27/11/18 17:38 Degeneração discal ITC Vertebral Degeneração discal

Degeneração discal

degeneração-discalA degeneração discal (Osteocondrose Intervertebral) é um processo degenerativo comum envolvendo o núcleo pulposo. Com o avanço da idade são observados a desidratação e o ressecamento do disco intervertebral, particularmente o núcleo pulposo. Essas alterações começam na segunda ou na terceira década da vida e tornam-se importantes na meia-idade e em indivíduos idosos.

O núcleo se torna mais facilmente fragmentável e perde a qualidade elástica que possuía na juventude. Ele torna-se de cor amarela ou “amarelo-amarronzado” e a aparência de casca de cebola do núcleo pulposo muda, desenvolvendo rachaduras ou fendas dentro de suas substâncias.

À medida que a osteocondrose intervertebral progride, o disco intervertebral diminui em altura, as fibras anelares projetam-se e as bordas das extremidades cartilaginosas degeneram-se e fraturam-se. Trabéculas adjacentes nas regiões subcondrais dos corpos vertebrais espessam-se. Radiograficamente vistas neste estágio são a perda do espaço do disco e a esclerose de áreas peridiscais do corpo vertebral.

Com o colapso das fibras de Sharpey, a força propulsora do núcleo pulposo leva a um deslocamento anterior e lateral do anel fibroso. O deslocamento eleva o ligamento longitudinal anterior e há tração no local da união do ligamento com o corpo vertebral. Esse local está a alguns milímetros da junção disco vertebral. Os osteófitos resultantes da tração ligamentosa anormal correm primeiro numa direção horizontal, antes de tornarem-se verticais. Eventualmente, os crescimentos ósseos anormais podem transpor o disco intervertebral.

SINTOMAS DA DEGENERAÇÃO DISCAL

A principal conseqüência do processo degenerativo discal é a incapacidade para a absorção de impactos, desencadeando instabilidade da coluna lombar. Para suprir esta instabilidade decorrente da degeneração discal ocorrem dois fenômenos importantes relacionados à dor: contratura da musculatura paravertebral, na tentativa de suprir a instabilidade local, e a longo prazo degeneração discal e instabilidade (hipermobilidade), que poderão desencadear um processo degenerativo nas articulações inter-apofisárias posteriores e a formação de osteófitos ( bicos de papagaio) como tentativa do organismo em estabilizar a região. Ambos os mecanismos estão relacionados à dor crônica, com diminuição do arco de movimento, porém sem manifestações neurológicas ou dores radiculares.

DIAGNÓSTICO E EXAMES

O diagnóstico clínico é difícil, devido a inespecificidade dos sintomas. Radiografias simples possibilitam a visibilização da diminuição do espaço discal e das alterações degenerativas. O exame mais sensível e específico é a ressonância magnética, que mostra o grau de hidratação e a visibilização perfeita da degeneração discal.

Formado em fisioterapia pela Unifor (Universidade de Fortaleza) em 1985, Helder Montenegro é presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRColuna, Presidente de honra por seis edições do Congresso Internacional de Fisioterapia Manual e autor do livro Hérnia de Disco e Dor Ciática que alcançou a venda de 10.000 exemplares, apenas, na primeira edição. Desenvolveu, pioneiramente, um trabalho eficaz voltado ao tratamento das patologias da coluna vertebral, prestigiado e utilizado como referencial por muitos outros profissionais do ramo. Nestes anos de experiência com a fisioterapia e o empreendedorismo, sempre procurou incentivar os colegas fisioterapeutas de que, mesmo com os diferentes empecilhos, o trabalho poderia alcançar relevância em notoriedade. E, dessa forma, Helder Montenegro se destacou no ramo da gestão, sendo reconhecido pelo empenho e comprometimento com a fisioterapia. As palestras e conferências que ministra deram um enorme salto qualitativo à profissão que, a cada dia, expande em seu espaço no cenário nacional. Foi um dos primeiros fisioterapeutas a chefiar o departamento médico de um grande clube do futebol brasileiro; atuou como fisioterapeuta no futebol europeu, no clube Galatasaray, na Turquia (2000); contribuiu, significativamente, para a introdução e divulgação das técnicas de Fisioterapia Manual no Brasil, como professor de pós-graduação, ministrando cursos, palestras e promovendo seis congressos internacionais, sendo dois transmitidos ao vivo, via satélite (em 2001), e outro ao vivo (em 2014) transmitido pela internet. Participou de cursos e estágios na Europa (Podoposturologia, Osteopatia, Cadeias Musculares) e nos Estados Unidos (Maitland e Programas científicos da Chattanooga Group utlizando Eletroterapia, Mesa de tração Triton DTS, Mesa de Flexão Ergostyle e Estabilização Vertebral) firmando, então, uma parceria com este grande grupo e criando a técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral.

CREFITO 7277/CE