07/10/19 19:56 Estenose Cervical ITC Vertebral Estenose Cervical

Estenose Cervical

A estenose cervical é o estreitamento do canal da medula na região das vértebras cervicais, que ficam na altura do pescoço e início das costas. A estenose pode ocorrer em diversas outras regiões, como a região lombar da coluna, por exemplo. 

A estenose espinhal é mais comum na região lombar do que na região cervical, porém suas causas, diagnóstico e tratamento são semelhantes, guardadas as devidas diferenças. 

Vamos ver mais sobre essa patologia no texto abaixo. 

Estenose Cervical – Causas 

ilustração estenose cervical
A principal causa da estenose cervical é o envelhecimento

A principal causa da estenose cervical é o envelhecimento. Com o tempo, há um desgaste natural das vértebras e do sistema de acolchoamento entre as vértebras, chamados de discos. Com o achatamento desses discos, há estreitamento do canal da medula na região. 

A estenose cervical, que é um tipo de estenose que ocorre na espinha, também chamada de estenose espinhal, pode levar a um dos problemas listados abaixo: 

  • Enrijecimento dos ligamentos; 
  • Desenvolvimento de esporões ósseos; 
  • Colapso dos discos; 
  • Deslocamento das vértebras. 

Sintomas Da Estenose Cervical 

esquema mostrando coluna cervical afetada pela estenose cervical
O principal sintoma da estenose cervical é a sensação de formigamento e dormência nos braços,entre outros.

O principal sintoma apresentado por quem tem estenose cervical é a sensação de formigamento e dormência nos braços. 

A sensação de agulhadas nos braços também pode estar presente. 

Geralmente, alguns sintomas como hérnia de disco são similares, mas geralmente pessoas com problemas de hérnia de disco sentem dores agudas, já as portadoras de estenose cervical apresentam um processo crônico. 

No entanto, quem apresenta estenose cervical grave pode identificar sintomas de como se estivesse sofrendo um choque elétrico, sobretudo quando abaixa a cabeça em direção ao pescoço. Isso é denominado sinal de Lhermitte. 

A progressão da estenose não tratada pode levar à mielopatia cervical, com paraparesia espástica dos membros inferiores, alterações esfincterianas e sensitivas do tronco e dos membros inferiores, além de reflexos patológicos. 

As crises agudas de cervicalgia podem acontecer quando há comprometimento da musculatura esquelética, uma vez que a compressão medular em si não causa dor. 

Tipos de Estenose 

A estenose espinhal é classificada em dois tipos, conforme sua origem: 

  • Estenose congênita 
  • Estenose adquirida 

A estenose congênita é mais rara, já a estenose adquirida está ligada ao envelhecimento. 

A classificação anatômica é utilizada para apontar áreas específicas de estenose e são úteis para servir de ‘guias” para descompressão cirúrgica, caso seja realizada a cirurgia. 

Divide-se em estenose central, recesso lateral, foraminal e extraforaminal.  No caso de estenose central, os sintomas são geralmente bilaterais e o paciente relata maior dor ao caminhar, já nos demais casos haverá maior dor durante o repouso e à noite. 

Fatores de risco 

A maior chance de ter estenose está em a pessoa envelhecer. Mas essa não é a única razão, pois dependerá muito da anatomia do indivíduo. 

Nem todos que envelhecem terão estenose e o grau de desenvolvimento da patologia está diretamente ligado à anatomia individual. 

Diagnóstico de Estenose Cervical 

Geralmente, o que leva um paciente a esse diagnóstico são os sintomas por ele apresentados. O médico ortopedista irá fazer um exame físico completo, mas queixas como formigamento, dormência e agulhadas são frequentemente descritas pelos pacientes portadores dessa patologia. 

Além do exame físico e anamnese (conjunto de perguntas realizadas pelo profissional da saúde em busca do diagnóstico), alguns exames podem ser solicitados, como radiografias , tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas da região. 

Tratamento de Estenose Cervical 

mulher fazendo pilates para aliviar a tensão da estenose cervical
O tratamento conservador para a estenose cervical pode ser feito com exercícios de pilates, yoga entre outros.

O tratamento de estenose cervical pode ser dividido em tratamento conservador, no qual serão aplicadas medidas profiláticas para alívio da dor, bem como exercícios e fisioterapia. 

Se caso o tratamento conservador não der resultados positivos, a cirurgia pode ser indicada. 

Mas o tratamento conservador deve ser sempre a primeira opção, a não ser em casos de paralisias. 

Tratamento Conservador Para Estenose Cervical 

O tratamento conservador para estenose cervical inclui aplicação de anti-inflamatórios e  corticosteroides, além do uso de infiltrações epidurais. 

Além disso, sessões de fisioterapia são indicadas. 

O tratamento cirúrgico deve ser realizado somente quando todas as demais opções de tratamento conservador foram eliminadas, e a dor para o paciente ainda é insuportável. 

Em todos os demais casos, a fisioterapia pode auxiliar sensivelmente, com exercícios específicos de fortalecimento de grupos musculares, uma vez que a estrutura muscular ajuda a sustentar toda a coluna. 

Hoje se sabe que o afastamento de pessoas do mercado de trabalho por causa de dor na coluna é muito impactante. Portanto, há necessidade de tentarmos melhorar o bem-estar dessas pessoas para que não seja preciso o afastamento de seus trabalhos e de suas atividades diárias. 

Não há estudos que indicam quais são os melhores exercícios de fisioterapia para estenose, no entanto, sabe-se que exercícios de fortalecimento, associados ao uso de calor/gelo, são bastante úteis. 

Além deles, exercícios de flexibilidade também são considerados importantes no alívio da sintomatologia e também na prevenção de novos episódios. 

Estenose Cervical Uterina 

Embora apareça com termo semelhante em diversos sites de pesquisa, a estenose cervical uterina é uma patologia completamente diferente da anteriormente descrita. 

A estenose cervical uterina acomete o colo do útero em mulheres e é o estreitamento da passagem do colo do útero, não tendo relação com a coluna cervical. 

Embora sejam patologias extremamente diferentes, o nome ‘estenose cervical’ é utilizado em ambos os casos. 

No caso dessa patologia, o diagnóstico é feito por meio do médico ginecologista e, geralmente, essa patologia acomete mulheres que já sofreram ou estão com câncer do colo do útero ou endométrio. Também pode ocorrer na menopausa. 

O tratamento é realizado somente quando a mulher apresenta sintomas. Para isso, são utilizados alargadores (stents), colocados e deixados na região por algumas semanas, para que com isso haja alargamento da região.

Fontes:

Medtronic

MSD Manuals