Protusão discal: causas, sintomas e tratamento

protusão-discalDores na coluna são uma das queixas mais relatadas em consultórios médicos em todo o mundo. Sem dizer que é um dos problemas que causam mais afastamentos no trabalho em vários países, inclusive aqui no Brasil. No entanto, sentir dor nas costas, principalmente na região da coluna lombar pode ser um sintoma bastante comum de vários problemas relacionados às articulações. Como, por exemplo, a protusão discal, também muito confundida com hérnia de disco, pois ambas possuem os mesmos sintomas, causas e tratamentos. Porém, a protusão discal tem suas particularidades e definição específica.

Como a maioria dos problemas articulares na coluna, a protusão discal (“protrusão discal”) é causada pelo envelhecimento dos discos intervertebrais ocasionando também dor nas costas, formigamento, dormência e fraqueza, entre outros sintomas específicos. Tudo vai depender da região acometida.

Para entender como surge a protusão discal, vamos explicar abaixo a sua definição, causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos. A protusão discal não tem cura e apesar da sua prevenção ser um tanto difícil, existem algumas medidas e exercícios terapêuticos que podem ajudar.

 

Protusão discal: O que é?

A protusão discal ou “protrusão discal” significa protuberância ou proeminência. Na verdade, é uma distensão ou saliência do anel fibroso que envolve os discos intervertebrais devido ao seu achatamento ou abaulamento quando enfraquecido.

Para entender melhor, é preciso lembrar que toda extensão da coluna vertebral é formada por uma estrutura fibrosa presente entre as vértebras, chamada de discos intervertebrais. Esses discos servem como amortecedores ajudando na absorção de impactos dos movimentos da coluna e assegurando a mobilidade entre cada vértebra.  

Os discos intervertebrais são formados por anéis fibrosos (anulus) que envolvem um núcleo pulposo que contém uma espécie de gel semi fluido dentro dele compondo de 40% a 60% do disco. Normalmente, a coluna sofre com uma pressão contínua contra o disco que devido ao envelhecimento natural e desgaste dos movimentos acaba enfraquecendo e perdendo a sua forma e altura.

Assim, esse desgaste do disco acaba enfraquecendo o anel fibroso fazendo com que ele não consiga segurar totalmente o conteúdo do seu núcleo, e deslocando o disco do local de origem e empurrando o anel que envolve toda a estrutura causando uma dilatação. É essa dilatação, na verdade, que forma a protuberância ou abaulamento denominada protusão discal.

Essa protusão discal, por sua vez, é pressionada contra a coluna e atingindo os ligamentos e outras estruturas localizadas ao redor do disco protuberante, como as raízes nervosas. Por esta razão, os sintomas mais comuns são a dor na região da coluna afetada, formigamento, dormência e enfraquecimento. No entanto, a protusão discal só gera dor quando comprime terminações nervosas próximas ao canal medular.

Diferença entre protusão discal e hérnia de disco

Como explicamos acima, a protusão discal ocorre quando há uma distensão do anel fibroso que envolve os discos intervertebrais sem o seu rompimento. Já no caso da hérnia de disco, a protusão discal segue além da abertura natural do invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso.

Ou seja, a hérnia discal ocorre quando há ruptura do anel fibroso e o núcleo pulposo projeta-se além desse anel, saindo da cavidade que o contém. Assim, toda hérnia de disco já foi uma protrusão discal, mas nem sempre toda protrusão discal chegará a ser uma hérnia de disco.

Tanto a hérnia de disco como a protusão discal, são classificadas de acordo com a região afetada da coluna vertebral. Assim, temos a protusão discal cervical, protusão discal lombar, e a protusão da coluna torácica, sendo a última menos comum. Já que as primeiras regiões possuem uma maior movimentação.

 

Protusão discal: Principais Sintomas

Os principais sintomas da protusão discal podem variar de acordo com a posição do disco intervertebral na região mais afetada. Mas em todas elas, as queixas são sobre dores locais que aumentam quando o paciente espirra, tosse ou qualquer outro tipo de espasmo que envolve a musculatura das costas. Pois normalmente, durante essas ações ocorrem espasmos da musculatura paravertebral e antalgia da coluna lombar.

Além disso, podem haver sintomas de dormência, formigamentos (parestesias) e irradiação para membros ou extremidades superiores ou inferiores. Isso porque, quando há pressão nas raízes nervosas vertebrais, pode ocorrer enfraquecimento dos membros inferiores com dores que irradiam para as pernas.

No caso da protrusão discal cervical, por exemplo, as dores se concentram na região superior da coluna; pescoço, face, ombros, nos braços e dedos. Isso por conta da pressão do abaulamento discal sobre raízes nervosas, que afeta toda região dos membros superiores e do tronco.

Já na protrusão discal lombar, os sintomas se concentram na parte inferior das costas irradiando a compressão nervosa para as pernas do paciente. Portanto, sendo muito comum apresentar dor, fraqueza e formigamento nas pernas, glúteos e na região genital, além de limitação dos movimentos, um dos sintomas mais graves.

Por fim, a protusão discal da coluna torácica apresenta sintomas na região do meio das costas, como ao redor das costelas, tronco e órgãos internos.

 

Protusão discal: Principais Causas

protusão-discalInfelizmente, a protrusão discal está diretamente associada ao envelhecimento natural do organismo, consequentemente pelo desgaste e degeneração das articulações ao longo dos anos. Portanto, viver e movimentar-se é a sua principal causa.

No entanto, as pessoas mais suscetíveis à protusão discal precoce são aquelas que costumam sobrecarregar, repetitivamente e de forma contínua, a coluna vertebral (trabalhadores braçais e atletas de alto rendimento). Outros grupos de risco incluem os fumantes, sedentários e pacientes com histórico médico da doença na família.

Alguns outros fatores comuns a outras problemas de coluna, como por exemplo, a má postura, levantamento de peso em excesso, disposição genética, também podem vir a contribuir para o aparecimento da protusão discal. Assim, as principais causas da protusão discal, podem ser as seguintes abaixo:

  • Envelhecimento;
  • Carregamento de pesos excessivos (levantar, puxar, empurrar) contínuos e frequentes;
  • Sobrecarga na coluna (excesso de exercícios físicos ou peso);
  • Prática de exercícios físicos intensos sem orientação profissional;
  • Má postura ou estática;
  • Exposição a vibrações diretas na coluna por longo prazo;
  • Movimentos repetitivos como inclinar e girar o tronco;
  • Trabalho físico pesado e repetitivo;
  • Algumas profissões, como dirigir por longos períodos, pedreiro, carregador, etc.;
  • Acidentes ou traumas;
  • Questões psicológicas e psicossociais.

Protusão discal: Principais Diagnósticos

Normalmente, o diagnóstico da protrusão discal deve ser feito por um médico especialista em coluna. Neste caso, o ortopedista através de um exame clínico (anamnese), sempre levando em conta a descrição dos sintomas pelo paciente junto aos resultados de exames de imagem e neurológicos.

Os exames mais comuns são as radiografias e ressonâncias magnéticas, como tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética. Todos eles, além de diagnosticar a doença, ajudam a determinar o tipo de abaulamento, definir a proporção da área lesionada e a sua localização (região da coluna), assim como delimitar a posição da lesão para impedir que se espalhe.

Portanto, diante dos sintomas de dor, o médico recorre ao seguinte processo de diagnóstico  antes de receitar um possível tratamento:

  1. Exame físico: avalia a força, a sensibilidade e os reflexos do paciente a fim de determinar a extensão da lesão;
  2. Ressonância Magnética: ajuda a visualizar imagens detalhadas de partes moles e ósseas da coluna vertebral;
  3. Radiografia Dinâmica: ajuda a descartar danos por instabilidade do segmento vertebral e fornece informações sobre como a coluna se comporta em movimento.

Protusão discal: Tratamentos

A protusão discal não tem cura. No entanto, os tratamentos propostos têm por objetivo melhorar a estabilidade da coluna vertebral, aliviar os sintomas e, consequentemente a evolução da doença.

Vale ressaltar que, quando o tratamento é iniciado logo que a doença é diagnosticada, o paciente tem mais chances de uma qualidade de vida melhor. Pois, caso a protusão discal não seja logo tratada, o problema pode piorar e progredir para uma hérnia de disco.

Assim, seguindo um tratamento adequado, o paciente pode conviver perfeitamente bem com o problema, sem as dores e outros incômodos característicos. Por isso, um programa de pós-tratamento, especialmente com técnicas de RPG ou Pilates, também pode trazer muitos benefícios e evitar futuras crises de dores.

Existem vários métodos de tratamentos que podem amenizar os incômodos causados pela protusão discal. A princípio, o médico ortopedista pode indicar um tratamento conservador (não cirúrgico), pois uma grande maioria de pacientes costuma encontrar alívio para os sintomas através desse regime. Nessa fase, faz-se uso de medicamentos que aliviam os sintomas e, em seguida, o paciente é encaminhado para um tratamento fisioterapêutico para o equilíbrio muscular e correção da postura.

Caso os sintomas da protusão discal persistirem e o paciente não responder ao tratamento conservador, o médico poderá submeter o paciente a uma abordagem cirúrgica pelo método convencional (muito raro) ou por métodos menos invasivos.

Protusão discal: Tratamento Conservador

protusão-discalO objetivo do tratamento conservador para a protusão discal é restaurar os espaços existentes entre o disco e as estruturas vizinhas, reforçar os músculos ao redor da área afetada e liberar a pressão exercida sobre os discos e nervos lesionados. Para tanto, geralmente se utiliza:

Mudanças no estilo de vida

Hábitos saudáveis devem fazer parte da rotina de qualquer pessoa. Por isso, se você for uma pessoa obesa ou estiver acima do peso considerado normal sob os parâmetros de saúde, atingir o equilíbrio é fundamental. Em outras palavras, o controle do peso com uma dieta equilibrada e realização de exercícios de baixo impacto podem diminuir a pressão nos discos. Nesta fase, é fundamental que a coluna não seja sobrecarregada.

Portanto, cuidado com o excesso de peso e apesar do sedentarismo ser um fator de risco, mantenha os exercícios, mas modere na intensidade. Parar de fumar também seria ideal – a oxigenação sanguínea é essencial para diminuir a inflamação.

Medicamentos

Muitos pacientes se beneficiam de tratamentos com anti-inflamatórios não esteróides para diminuir a inflamação e analgésicos para aliviar a dor. Às vezes, também são necessários os relaxantes musculares na fase aguda da doença.

Fisioterapia

O tratamento fisioterapêutico é mais indicado na fase crônica, quando os sintomas já foram “silenciados”. Assim, neste estágio são utilizados alguns tipos de estratégia essenciais para o fortalecimento das estruturas musculoesqueléticas, são eles:

  1. Fisioterapia manual: Tem o intuito de diminuir a dor e os espasmos musculares, aumentando a mobilidade da região. Por causa da disfunção das partes moles, a protusão discal altera o movimento articular e diminui a mobilização e o alongamento articular. Assim, técnicas de fisioterapia manual, como RPG e Pilates, podem ajudar bastante;
  2. Fisioterapia convencional: Visa o fortalecimento dos músculos de toda a coluna através da cinesioterapia (movimentos passivos e ativos) com a reeducação postural a base da utilização de equipamentos como, infra, ultrassom, estimulação elétrica transcutânea do nervo (TENS). Além disso, a hidroterapia, massagens para relaxamento da musculatura e compressas quentes e/ou frias ajudam bastante;

  3. Musculação: normalmente, é recomendada na fase pós fisioterapia e deve ser feita com acompanhamento específico e capacitado. Pois, depois do tratamento fisioterapêutico, o fortalecimento dos músculos e estruturas da região lesionada é essencial para a recuperação.

Protusão discal: Tratamento Cirúrgico

Raros são os casos de tratamento cirúrgico tradicional na coluna. Hoje, com tantos avanços na tecnologia, as cirurgias na coluna são realizadas de forma minimamente invasiva. Como o próprio nome diz, a cirurgia minimamente invasiva é um conjunto de procedimentos que oferece uma forma menos agressiva para o nosso organismo.

Desta forma, além de diminuir a dor nas costas o método tem muitos outros benefícios para o paciente. Como, por exemplo, uma recuperação mais rápida com retorno às atividades habituais. Além disso, a cirurgia minimamente invasiva também apresenta menor risco de maiores complicações cirúrgicas e pós-operatórias.

Isso ocorre porque como o trauma de pele e músculos é reduzido devido aos cortes e manipulação de tecidos mínimos, o paciente vai sentir menos dor no período pós-operatório, podendo se movimentar poucas horas depois da cirurgia.

Outro benefício graças a recursos tecnológicos avançados, a cirurgia minimamente invasiva reduz o risco de sangramento e infecção, pois é realizada por meio de pequenas incisões, através de poucos cortes ou até mesmo nenhum, feitos com agulhas ou com auxílio de endoscópio.

Portanto, essas intervenções têm sido as mais indicadas para quase todas as partes do corpo humano, em especial as mais sensíveis, como a coluna. No caso das costas ou região cervical, a mais indicada é a discectomia percutânea.

Tratamento Cirúrgico Minimamente Invasivo: Cirurgia Endoscópica

A cirurgia endoscópica ou endoscopia é um método minimamente invasivo que vem crescendo e evoluindo bastante no país, e que vem sendo utilizada em várias aplicações clínicas. Para uma protusão discal ou hérnia de disco lombar simples, por exemplo, a cirurgia é feita em regime ambulatorial. Ou seja, o paciente recebe uma sedação e uma anestesia local, sendo que a cirurgia dura cerca de 40 minutos a 1 hora, podendo o paciente levantar logo após a cirurgia e ir embora em torno de 2 a 3 horas.

Tratamento Cirúrgico Minimamente Invasivo: Discectomia Percutânea

A técnica de discectomia percutânea é rápida e seus resultados têm obtido bastante sucesso. A discectomia percutânea é feita de forma automatizada, com anestesia local e o paciente acordado ou com sedação leve, deitado sobre a barriga com as costas para cima.

Após o procedimento, o paciente deve ficar com as atividades restringidas nas primeiras 24 horas, podendo voltar às atividades cotidianas a partir do segundo dia, desde que as atividades não exijam esforços físicos (48 a 72 horas após a cirurgia).

Tratamento Cirúrgico Minimamente Invasivo: Bloqueio foraminal e Facetário

Anuloplastia e nucleoplastia do disco utilizando laser.

Tratamento Cirúrgico Minimamente Invasivo: Descompressão Discal

Remove fragmentos do disco se a profusão evoluir e comprimir estruturas nervosas.

Protusão discal: Recuperação

protusão-discalO tempo para recuperação vai depender de cada paciente e da gravidade da protrusão discal. No início do tratamento, o paciente até poderá sentir alívio das dores decorrentes da protrusão discal, mas o tratamento ainda pode demorar alguns meses para ser totalmente concluído. Em casos mais graves de protrusão discal, o alívio das dores poderá persistir mais tempo, e aliviar apenas após várias sessões de tratamento fisioterapêutico.

Quanto menor o tamanho da protrusão discal, menor será a pressão sobre as raízes nervosas, assim menos serão os sintomas de dor. Em todos os casos, as dores e formigamentos costumam diminuir progressivamente conforme o tratamento for minimizando o tamanho da protrusão discal.

Protusão discal: Prevenção  

Não é muito fácil prevenir a protrusão discal, já que ela faz parte de uma degeneração das articulações discais. O que se pode fazer é tomar algumas medidas na rotina e adotar hábitos mais saudáveis ao longo da vida, como, por exemplo, evitar o sedentarismo e praticar mais exercícios. No entanto, é bom não exagerar nas atividades que demandam levantamento de pesos excessivos. Mas, caso isso faça parte da sua rotina profissional, preste atenção na postura ao desempenhar as atividades e proteja a coluna.

Isso serve também para quem trabalha em casa ou escritório, e fica muito tempo sentado. Neste caso, a postura deve sempre estar ereta, e tanto a mesa como a cadeira em altura ergonométrica adequada. Caso contrário, a pessoa pode comprometer a cervical e a região lombar a longo prazo.

Caso você pratique musculação e exercícios que demandam esforços excessivos, tenha sempre o acompanhamento de um profissional (“personal trainer”, fisioterapeuta). A boa postura é fundamental para evitar maiores lesões aos discos intervertebrais.

Em caso de dor lombar ou cervical persistente há mais de duas semanas, que não melhoram com repouso ou medicamentos, consulte um médico especialista de sua confiança antes que o problema se agrave ainda mais.

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