O que é radiculopatia na coluna

07/fev Por Helder Montenegro Revisão 07/fev - 2022

Radiculopatia é um quadro causado por compressão das terminações nervosas na coluna vertebral. 

Para entendermos como essa lesão é formada, é importante citar que a coluna vertebral é formada por 33 vértebras, distribuídas ao longo do seu comprimento e divididas em regiões cervical, torácica, lombar e sacral. 

Entre as vértebras, há discos intervertebrais que evitam que haja atrito entre os ossos das vértebras. Pelo centro das vértebras, passa a medula espinhal. E da medula espinhal, várias terminações nervosas emergem. 

Quando há alterações nas vértebras ou nos discos vertebrais, essas terminações nervosas são comprimidas ou pinçadas. E com isso, o paciente sente dores e os demais sintomas da radiculopatia. 

Os locais mais comuns para o surgimento da radiculopatia são justamente os locais de maior movimentação da coluna vertebral, ou seja, região cervical e região lombar.

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Causas

homem de costas mostrando desenho de coluna com radiculopatia

A radiculopatia pode ser provocada por uma hérnia de disco.

A causa mais comum para a radiculopatia é a hérnia de disco, responsável por alterações no disco intervertebral. Osteófitos, espículas ósseas, também podem causar compressão das terminações nervosas. 

Mas, outras causas, mais raras, também podem ocorrer, como é o caso de tumores na região da coluna. 

A escoliose, o desvio da coluna em determinada direção, também pode levar à radiculopatia, bem como inflamações que causam degeneração óssea na região. 

Fatores de risco 

Algumas condições aumentam as chances do paciente desenvolver radiculopatia. Dentre elas, podemos citar: 

  • Falta de fortalecimento muscular na musculatura da coluna vertebral e abdômen; 
  • Movimentos repetitivos constantes; 
  • Obesidade ou sobrepeso; 
  • Artrite, artrite reumatoide ou outras doenças degenerativas ósseas; 
  • Presença de hérnia de disco; 
  • Presença de escoliose.

Tipos de Radiculopatia

mulher curvada com dor por radiculopatia

Há váriso tipos de radiculopatia.

Os tipos de radiculopatia são conforme a região que elas surgem. 

Radiculopatia cervical 

Ocorre na região do pescoço. Assim, os sintomas são relacionados não somente ao pescoço, mas também ao braço e mãos, visto que essas regiões são enervadas por terminações nervosas que emergem da região cervical da medula espinhal. 

Radiculopatia lombar 

É a mais comum, visto que a região lombar é a mais afetada por dores e problemas da coluna, em geral. Indivíduos com radiculopatia lombar podem apresentar dor não somente na região lombar, mas sensibilidade e perda de força nos membros inferiores. 

Radiculopatia torácica 

É a menos comum dos três tipos, envolvendo a compressão de nervos na região torácica da coluna vertebral. 

Sintomas 

mulher com dor por radiculopatia

A dor na região é o principal sintoma da radiculopatia.

O principal sintoma da compressão nervosa é a dor, mas o nível de dor e os demais sintomas dependerão de quais nervos são comprimidos e como é a compressão. 

Assim, no caso da radiculopatia cervical, por exemplo, além da dor, pode também estar presente a sensação de formigamento irradiando para braços e mãos, por exemplo. 

A perda de força do braço e das mãos também pode ocorrer, sobretudo quando há compressão dos nervos que enervam os extensores do punho e bíceps. 

Além disso, pode haver dormência do pescoço, ombro e se estendendo para braço e mão, de um dos lados do corpo. 

Já na radiculopatia lombar, além da dor, o formigamento das pernas e do quadril também podem estar presentes nos casos mais severos. Fraqueza nas panturrilhas e sensação de dormência nas pernas e nos pés, de um dos lados do corpo também podem estar presentes. 

Outro sintoma que indica um quadro mais grave é a incontinência urinária. 

Por último, na radiculopatia torácica, dor e dormência no peito e tronco são sintomas comuns. 

Diagnóstico 

Através de uma avaliação física completa, com levantamento do histórico da dor, como é a dor sentida pelo paciente, o que faz a dor piorar ou melhorar, pode-se levantar hipóteses diagnósticas do quadro. 

Para confirmação e/ou eliminação das hipóteses diagnósticas, são necessários exames de imagem, tais como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. 

Tratamento para radiculopatia

mulher de costas mostrando coluna cervical com radiculopatia

Há várias opções de tratamento para a radiculopatia.

Há várias abordagens que podem ser feitas para o tratamento da radiculopatia, veja abaixo:

Medicamentos 

Em casos em que a dor esteja consideravelmente forte, podem ser prescritos medicamentos para que o paciente tenha maior tolerância ao tratamento proposto, sem não estar sofrendo com quadro agudo de dor. 

Assim, os medicamentos prescritos são, geralmente, analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. É importante que o paciente busque um médico para tomar os medicamentos prescritos. 

Afinal, a automedicação nunca é uma boa opção e alguns medicamentos podem trazer mais problemas para o paciente, não aliviando a dor, mas sim trazendo consequências, quando não corretamente indicados. 

De fato, a terapia medicamentosa, por também trazer efeitos colaterais, é geralmente de curto prazo, com o objetivo somente de diminuir a dor sentida pelo paciente. Mas, a medicação não cura o problema e a longo prazo, não tem efeitos positivos, sendo necessárias doses cada vez maiores. 

Método RMA

Em casos de radiculopatia, o tratamento fisioterapêutico é fortemente recomendável para trazer alívio dos sintomas e restaurar a funcionalidade do paciente. 

Nosso método exclusivo foi desenvolvido para oferecer o que há de melhor em avaliação e tratamento de coluna. Desde a avaliação, realizamos uma escuta qualificada do paciente, compreendendo seus sintomas, seu histórico e suas características pessoais.

E assim, com auxílio de inteligência artificial, traçamos um perfil personalizado do paciente para selecionar as melhores técnicas para o tratamento. 

Nossa equipe de fisioterapeutas é composta por especialistas e oferece técnicas de alto padrão para oferecer o melhor tratamento. Dentre as técnicas que ofertamos, temos a Osteopatia e a terapia manual, que oferecem liberações musculares, mobilizações e manipulações e trazem alívio dos sintomas.

Temos também o Método Mckenzie, que dentre outras funções, identifica a preferência direcional da coluna para empregar exercícios específicos nessa direção e trazer melhora desde a primeira execução e pode ser empregado junto a Mesa de Flexão, uma mesa eletrônica que permite ao fisioterapeuta total controle da mobilidade da coluna na direção mais adequada ao paciente.

Outra técnica importante é a Mesa de Tração, que realiza tração mecânica para descomprimir as vértebras com carga controlada. Já a Estabilização Segmentar Vertebral permite o fortalecimento de músculos profundos que promovem a estabilização da coluna e alívio de dores.

Por fim, temos o Pilates que oferece fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e flexibilidade e pode ser utilizado mesmo após o tratamento como forma de manutenção.

Após a avaliação, o fisioterapeuta elegerá as técnicas necessárias, quais devem ser feitas primeiro e de que maneira devem ser empregadas.

Cirurgia 

Sempre é indicado que o tratamento fisioterapêutico seja ofertado como primeira escolha, pois oferece melhora para a maior parte dos pacientes. A cirurgia só é indicada em raros casos de radiculopatia, com sintomas severos como quando há perda progressiva e rápida de força nas pernas e não houve resultados positivos com o tratamento conservador. 

Assim, através da avaliação de um neurocirurgião, que apontará os riscos e benefícios da cirurgia, faz-se a descompressão cirúrgica do nervo afetado. 

As indicações cirúrgicas também aumentam quando há sequelas mais graves, como, por exemplo, incontinência urinária no caso da radiculopatia lombar. 

Porém, a fisioterapia também é necessária após a cirurgia, para reabilitação do paciente.

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