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Uma costela mais alta que a outra é normal?

Ter uma costela mais alta que a outra é um fenômeno que vem sendo observado nos seres humanos há muitos anos e é mais comum do que você imagina. Estima-se que cerca de 20-30% das pessoas têm uma ou mais costelas que sobressaem um pouco mais do que as demais. Em geral, essa diferença de altura não é perceptível para o observador casual e, geralmente, não causa nenhuma dor física ou desconforto. Estudos indicam que geralmente a costela esquerda é mais protuberante que a direita para proteger o coração. Porém, se essa protuberância for muito grande, pode estar relacionado a uma condição, como a escoliose.

Ter uma costela mais alta que a outra é normal?

Algumas teorias sugerem que uma costela mais alta que a outra de forma protuberante pode estar ligada a fatores genéticos ou má postura, enquanto outras postulam que isso poderia ser devido a diferenças de postura ao longo da vida ou à compressão entre duas costelas durante o desenvolvimento fetal. É provável que uma combinação desses fatores tenha um papel na razão pela qual esse fenômeno ocorre.

costela mais alta que a outra

Independentemente do que possa causar, ter uma costela mais alta que as demais não indica nenhum problema de saúde e não deve ser motivo de preocupação. Porém, se essa diferença for muito grande e vier ou não acompanhada de dores ou desconfortos é interessante buscar um fisioterapeuta especializado.

Como mencionamos anteriormente, ter uma costela mais alta que a outra, juntamente com um ombro mais alto que o outro ou desvios na coluna são características muito associadas a uma condição chamada escoliose. Essa condição é muito comum e geralmente é identificada logo na infância e na juventude.

O que é escoliose?

A escoliose é uma condição em que a coluna vertebral se curva anormalmente para o lado. Ela pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum em crianças e adolescentes, especialmente durante um período de rápido crescimento.

fisioterapeuta avaliando costela mais alta que a outra

Na escoliose, a coluna vertebral é curvada de um lado para o outro e pode parecer em forma de S ou de C quando vista por trás. A causa da escoliose é desconhecida, entretanto, os pesquisadores acreditam que isso pode ser devido a uma combinação de fatores como predisposição genética, má postura ou compressão entre duas costelas durante o desenvolvimento fetal.

Escoliose é algo grave?

A gravidade da escoliose pode variar muito. Existem casos leves em que o paciente não apresenta sintomas até casos mais graves que causam dor, dificuldade para respirar ou caminhar, e uma curvatura anormal da coluna vertebral.

Se não for tratada adequadamente, a escoliose pode causar deformidades da coluna vertebral ou mesmo impacto em órgãos vitais, como o coração e os pulmões.

Se o especialista em coluna suspeitar que você possa ter escoliose, provavelmente encomendará exames de imagem como raios X ou uma ressonância magnética para determinar a extensão da curvatura espinhal e seu alinhamento com outras partes do corpo.

Dependendo do seu caso particular e dos sintomas associados a ele, o especialista pode recomendar exercícios de fisioterapia destinados a fortalecer os músculos ao redor das áreas afetadas e melhorar os hábitos posturais. A cirurgia pode ser inicada para casos mais graves.

Além de tratar casos de escoliose existentes, os especialistas em coluna também recomendam check-ups regulares para monitorar e detectar quaisquer mudanças na curvatura espinhal devido a surtos de crescimento durante toda a adolescência. A detecção precoce pode ajudar a assegurar melhores resultados com o tratamento, minimizando os efeitos a longo prazo tanto na saúde física quanto psicológica que estão associados a casos graves de escoliose.

Como identificar a escoliose em crianças e adolescentes?

Um dos passos mais importantes para identificar a escoliose em crianças e adolescentes é prestar muita atenção a qualquer mudança postural. Uma inspeção visual das costas pode ajudar a detectar quaisquer sinais visíveis de assimetria, tais como ombros irregulares, sendo um ombro mais alto do que o outro ou uma costela mais alta que a outra de um dos lados. Além disso, é importante prestar atenção a quaisquer mudanças de postura que possam indicar uma condição subjacente, tal como inclinar-se mais para um lado.

Os pais também devem estar cientes da dor ou rigidez nas costas que poderia estar associada à escoliose. Embora haja muitas causas para dores nas costas de crianças e adolescentes, dores persistentes que permanecem após o descanso poderiam sinalizar uma condição subjacente e deveriam ser avaliadas por um especialista em coluna.

Escoliose tem cura?

Ao detectar qualquer sinal de desvio de coluna é importante que os pais ou cuidadores encaminhem a criança ou adolescente para uma consulta com um especialista em coluna, que pode ser um fisioterapeuta.

Esse profissional pode fazer testes específicos para constatar condição de escoliose e pode analisar também testes de imagem, como raios X ou exames de ressonância magnética, para medir o grau de desvio espinhal e seu alinhamento com outras partes do corpo.

fisioterapeuta avaliando a escoliose e uma costela mais alta que a outra

É importante que os pais e cuidadores tomem nota de quaisquer mudanças no alinhamento durante os surtos de crescimento durante toda a adolescência e as informem imediatamente a um médico. A detecção precoce da curvatura espinhal é fundamental para encontrar um plano de tratamento eficaz que possa reduzir complicações a longo prazo associadas com a escoliose. As opções de tratamento variam dependendo da severidade, mas geralmente envolvem exercícios de fisioterapia destinados a melhorar os hábitos posturais ou, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos.

 

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Sobre o autor

dr helder montenegro

Dr. Helder Montenegro

Crefito – 7277

Presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRColuna, Presidente de honra por seis edições do Congresso Internacional de Fisioterapia Manual e autor do livro Hérnia de Disco e Dor Ciática.

Sobre o autor

dr helder montenegro

Dr. Helder Montenegro

Crefito – 7277

Presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRColuna, Presidente de honra por seis edições do Congresso Internacional de Fisioterapia Manual e autor do livro Hérnia de Disco e Dor Ciática.