Anterolistese é uma condição médica na coluna vertebral em que uma vértebra “escorrega” para frente em relação à vértebra abaixo. A própria palavra anterolistese descreve essa condição: “antero” significa “para frente” e “listese” significa “escorregar”.
Esse quadro é diagnosticado principalmente por exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética da coluna vertebral. Não é possível diagnosticar a anterolistese e determinar seu grau apenas com a avaliação clínica e física do paciente.
Portanto, os exames de imagem são essenciais não só para confirmar o diagnóstico, mas também para medir o grau de deslizamento da vértebra. Estes exames são fundamentais para direcionar o tratamento adequado.
Sintomas de anterolistese

O paciente com esse quadro geralmente apresenta dor na região das vértebras afetadas e até dores irradiadas para o braço ou a perna. Isso ocorre porque, com o deslizamento da vértebra, pode haver compressão das terminações nervosas da coluna, resultando em dor.
Outros sintomas que podem estar associados incluem fraqueza dos membros e dormência das extremidades, dependendo da localização das vértebras afetadas.
Classificação da anterolistese
Quando se submete o paciente a um exame de imagem, como a tomografia computadorizada, por exemplo, pode-se estabelecer o grau de anterolistese.
Esse grau é devido a quanto de deslizamento da vértebra ocorre.
Assim, classifica-se o quadro de anterolistese de acordo com o grau de escorregamento:
Grau I
Na anterolistese grau 1 o escorregamento até 25% da vértebra;
Grau II
No grau 2 o escorregamento de 25% a 50% da vértebra;
Grau III
No grau 3 o escorregamento entre 50% e 75% da vértebra;
Grau IV
No grau 4 o escorregamento entre 75% e 100% da vértebra.

Existe também o Grau V, considerado escorregamento completo da vértebra ou ptose vertebral.
O grau I é considerado anterolistese leve e a complicação do quadro evolui à medida que passamos para os maiores graus.
Quanto maior o grau de deslizamento, maior a probabilidade de uma abordagem cirúrgica como tratamento do quadro.
O que causa anterolistese?

Existem várias situações clínicas que podem causar ou aumentar o risco de o paciente apresentar anterolistese. A primeira delas é a própria anatomia do indivíduo.
Há indivíduos que já nascem com maiores curvaturas na coluna, o que, com o tempo, aumenta o risco de desenvolver um quadro de anterolistese.
Além disso, os seguintes quadros podem levar ao escorregamento da vértebra:
- Hérnia de disco;
- Protrusão discal;
- Compressão do nervo ciático;
- Fraturas de vértebras;
- Estenose do canal vertebral;
- Escoliose degenerativa;
- Artrite ou artrose, entre outras condições.
Diagnóstico
O diagnóstico da anterolistese envolve várias etapas para garantir a identificação precisa e a escolha do melhor tratamento.
Avaliação Clínica
O primeiro passo no diagnóstico da anterolistese é uma avaliação clínica detalhada.
O especialista revisará o histórico do paciente e fará perguntas sobre os sintomas, como dor, formigamento ou fraqueza nas pernas.
Um exame físico também é realizado para avaliar a mobilidade da coluna vertebral e detectar qualquer sensibilidade ou deformidade.
Exames de Imagem
Para confirmar o diagnóstico de anterolistese, exames de imagem são essenciais.
Os principais exames incluem:
Radiografia (Raio-X)
As radiografias são frequentemente usadas como o primeiro exame de imagem. Elas fornecem uma visão clara das vértebras e podem mostrar o grau de deslizamento.
Tomografia Computadorizada (TC)
A TC oferece imagens mais detalhadas da estrutura óssea e permite uma avaliação mais precisa do alinhamento vertebral.
Ressonância Magnética (RM)
A RM é particularmente útil para visualizar tecidos moles, como discos intervertebrais e nervos, ajudando a identificar qualquer compressão nervosa associada.
Testes Neurológicos
Se os sintomas incluem fraqueza, dormência ou problemas de controle do intestino ou bexiga, testes neurológicos podem ser realizados.
Esses testes ajudam a avaliar a função nervosa e identificar possíveis danos causados pela anterolistese.
Avaliação da Gravidade
A gravidade da anterolistese é classificada em graus, que variam de 1 a 4, com base na quantidade de deslizamento da vértebra. Esse grau é determinado usando as imagens obtidas nos exames.
A classificação ajuda a guiar o tratamento adequado, que pode variar de fisioterapia e medicação a intervenções cirúrgicas em casos mais graves.
Qual o tratamento para anterolistese?

O tratamento da anterolistese com a fisioterapia envolve uma abordagem multidisciplinar focada em aliviar a dor, melhorar a mobilidade e fortalecer a musculatura de suporte da coluna.
O fisioterapeuta utiliza exercícios específicos para estabilizar a coluna, técnicas de terapia manual para reduzir a tensão muscular e modalidades como eletroterapia para diminuir a inflamação.
Veja o que o ITC Vertebral oferece a você!

Oferecemos um programa de fisioterapia completo para as mais diferentes patologias da coluna, como hérnia de disco e dor ciática, onde o objetivo é aliviar a dor, melhorar a mobilidade e restaurar o funcionamento normal das articulações para que você tenha mais qualidade de vida e não precise de cirurgia.
Os especialistas do ITC Vertebral utilizam abordagens que respeitam os sinais e sintomas do paciente para seguir com os critérios de tratamento mais adequados.
O tratamento pode envolver:
Osteopatia
Técnica de tratamento fisioterapêutico que se baseia no diagnóstico diferencial e tem como ênfase principal a integridade estrutural e funcional do corpo.

Fisioterapia manual
O objetivo das técnicas manuais é devolver a funcionalidade e a biomecânica das estruturas sem causar danos ao paciente, restaurando o movimento máximo e indolor do sistema musculoesquelético no equilíbrio postural.

McKenzie
Técnica que encontra a preferência de movimento do paciente.
Ela analisa o quadro e ajuda a reconhecer os exercícios específicos que mais ajudam no alívio das dores.
Isso acontece com a participação ativa do paciente, que aprende comportamentos para o dia a dia.

Mesa de Tração
Quando indicada, possibilita uma descompressão com cargas controladas.

Mesa de Flexo-Descompressão
Possibilita que o fisioterapeuta tenha total controle sobre a mobilidade da coluna vertebral do paciente, permitindo os movimentos de flexão, extensão, lateralização e rotação.

Técnicas de fortalecimento muscular
Elaboramos um programa de fortalecimento muscular específico para cada tipo de sintoma e diagnóstico.



